ÍNDICE VOLT (2013-2022) BR - Brasil: 5,2% SE - Sudeste: 3,4% S - Sul: 4,5% CO - Centro-Oeste: 6,3% N/NE - Norte/Nordeste:7,4% ÍNDICE VOLT (2023-2030) BR - Brasil: 5,2% SE - Sudeste: 3,4% S - Sul: 4,5% CO - Centro-Oeste: 6,3% N/NE - Norte/Nordeste:7,4%

Tarifas da conta de luz: o que significam as bandeiras

Diferente do que parte da população pensa, as bandeiras tarifárias não são uma taxa extra na conta de luz. O sistema das bandeiras tarifárias é uma maneira de comunicar ao consumidor os custos de geração de energia elétrica. Pense como uma sinalização de que, naquele momento, está mais oneroso produzir energia. E isso depende de uma série de fatores.

Quais são as bandeiras tarifárias da conta de luz? 

  • Bandeira verde: não há qualquer acréscimo nas contas
  • Bandeira amarela: cobrança adicional (proporcional ao consumo) de R$ 1,34 por 100kWh
  • Bandeira vermelha patamar I: cobrança adicional (proporcional ao consumo) de R$ 4,17 por 100kWh
  • Bandeira vermelha patamar II: cobrança adicional (proporcional ao consumo) de R$ 6,24 por 100 kWh

Como as bandeiras passam de uma cor para outra?

ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) é uma entidade sem fins lucrativos que coordena a operação das usinas e linhas de transmissão e avalia as condições da geração de energia elétrica periodicamente. No fim de cada mês, utilizando essas condições, é possível prever o quanto de energia precisa ser gerada para atender ao consumo, quais usinas serão acionadas e, a partir disso tudo, define-se a bandeira tarifária nas contas de luz dos consumidores.

Como essa avaliação é feita?

Em períodos de chuva, as termoelétricas ficam desligadas, com a geração de energia dependendo somente das hidrelétricas, eólicas e solares — isso significa bandeira verde. Em épocas de seca, são acionadas primeiro as termoelétricas mais baratas, carvão importado e gás natural, mudando para a bandeira amarela. A mudança para bandeira vermelha patamar I ocorre quando é necessário operar as usinas de gás natural menos eficiente e, no patamar II, quando ligam-se as usinas a óleo combustível e óleo diesel. De maneira bem simples e prática: choveu, ventou ou fez sol? Menos custos de geração de energia e menor custo para o consumidor. 

O quanto isso representa, de fato, em dinheiro?

Uma conta de energia elétrica média do Brasileiro é de R$150,00. Se a bandeira vai ao patamar mais caro, a conta pode chegar a R$170,00. A variação é de 7% a 12%, dependendo da tarifa normal de energia de cada distribuidora. A quarentena e a mudança de hábito durante a pandemia do coronavírus tiveram consequências diretas no consumo de energia do país. Veja o relatório que fizemos sobre a redução do consumo de energia elétrica em 2020. 

Quando as bandeiras tarifárias foram implementadas?

A bandeira tarifária começou em janeiro de 2015. Desde então, o sistema passou por vários aprimoramentos. Inclusive, no segundo semestre de 2021, a ANEEL pretende realizar um processo de Consulta Pública para aprimorar a metodologia.

As bandeiras têm data para acabar? 

Não, pois tudo passa por uma mudança de atitude e de conscientização. A ideia é sinalizar para o consumidor que a geração de energia está mais cara. Esse tipo de comunicação com o usuário de energia é tendência mundial, já que a redução do uso de recursos naturais, principalmente os não-renováveis, é um dos pilares da discussão sobre a tão sonhada sustentabilidade. 

Em breve, outras medidas podem ser implementadas. Um exemplo já utilizado em outros países e que pode ser importado é a variação do custo de energia dos consumidores por hora. Desse modo, ligar a máquina de lavar roupa durante a madrugada poderá economizar alguns bons reais, assim como se organizar para tomar banho pela manhã e não no pico do final da tarde. 

O que mais pode ser feito?

Além da conscientização do consumidor e a criação de outros mecanismos que ajudem a racionar a energia e diminuir os custos, há medidas que podem ser tomadas para evitar o repasse do aumento da geração de energia para os consumidores.

Atualmente, o consumidor também pode mudar para a Tarifa Branca e falaremos sobre ela nas próximas semanas. Também é um jeito de reduzir a conta de luz mudando hábitos de consumo.

A partir do momento que existir informação qualificada nas mãos do consumidor, pode-se pensar em liberdade de escolha para o usuário, com contas de luz que pesem menos no bolso todos os meses. 

Quer entender mais como as bandeiras tarifárias mexem nos custos da conta de luz e o que fazer para reduzir os gastos? Conheça mais sobre o trabalho da Volt Robotics e veja o que podemos fazer por você ou pela sua empresa. 

Por que o Reajuste da CEMIG foi positivo, +13,27%, e da ENEL SP foi negativo, -2,24%?

Entenda as diferenças entre os processos tarifários

Recentemente, a ANEEL aprovou os processos tarifários da mineira Cemig (28/5) e da paulista Enel SP (4/7).

As duas concessionárias são as maiores distribuidoras de energia do país, atendendo a mais de 16,7 milhões de consumidores – 9 milhões a CEMIG e 7,7 a Enel SP. No entanto, os resultados dos processos tarifários de ambas foram bem diferentes.

A Volt explica para você o porquê de variações tão grandes.

Os casos da Cemig e da Enel SP

A Cemig teve um reajuste médio em suas tarifas de 13,27%, enquanto para a Enel SP o reajuste foi de -2,24%.

Uma primeira observação importante é que existem diferenças entre processos ao longo dos anos por conta de suas abrangências. Explicamos…

Há dois tipos de processos tarifários:

·        Reajustes Tarifários Anuais: ocorrem todos os anos, à exceção de quando ocorre a revisão tarifária. De forma simplificada, é basicamente uma atualização de custos!

·        Revisão Tarifária Periódica: ocorre a cada 4 ou 5 anos, dependendo do contrato de concessão de cada distribuidora. Neste processo ocorre a revisão completa da parcela de custos da distribuidora, incorporando os investimentos realizados na rede e definindo novos parâmetros para os anos seguintes, como as metas de perda com furto de energia, por exemplo.

Nos casos de Cemig e Enel SP, ambos foram processos de revisão tarifária, porém, diferenças entre os contratos de concessão e os componentes financeiros provocaram resultados tão diferentes!

Diferenças entre Contratos de Concessão

A Enel SP tem um contrato mais antigo, assinado em 1998, com o fim de sua concessão previsto para 2028. Já a Cemig tem um contrato novo, pois teve sua concessão renovada em 2013.

Entre as diversas diferenças entre os contratos, destaca-se o índice utilizado para atualização dos custos da distribuidora. Na Enel SP é utilizado o IGP-M[1], enquanto na Cemig utiliza-se o IPCA[2].

Esse fator, neste caso, é muito relevante, pois houve um descolamento grande entre os dois índices nos últimos anos. Como se observa nos dados levantados pela Volt e apresentados na figura ao lado, a partir de 2020, os índices de reajuste entre as duas distribuidoras vêm sendo bem diferentes, tendo ocorrido a maior diferença neste ano de 2023:

[1] https://portal.fgv.br/noticias/igp-m-resultados-2023

[2] https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/precos-e-custos/9256-indice-nacional-de-precos-ao-consumidor-amplo.html

Entenda como o reajuste anual das receitas das transmissoras pode afetar as tarifas?

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Como a renovação das concessões das distribuidoras pode afetar as tarifas?

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